Musa fitness diz que desistiu do fisiculturismo após pressão por uso de anabolizantes

“A pressão para alcançar um corpo cada vez mais extremo começou a me assustar”, afirma Emelly Souza

A influenciadora fitness Emelly Souza, de 25 anos, afirmou que chegou a se preparar para competir no fisiculturismo, mas desistiu após perceber a pressão crescente por corpos cada vez mais irreais dentro do esporte. Segundo ela, quanto mais passou a se aproximar das competições, mais começou a enxergar como o uso de anabolizantes era tratado como algo comum entre atletas e mulheres que buscavam espaço naquele meio.

Emelly conta que a vontade de competir no fisiculturismo começou ainda na adolescência, quando passou a acompanhar atletas e influenciadoras fitness nas redes sociais. Segundo ela, o processo de preparação acabou aproximando sua rotina de uma obsessão constante por resultado. “Quando eu completei 19 anos, comecei a pensar seriamente em competir. Passei a seguir dietas mais rígidas, treinos mais intensos e comecei a conviver com pessoas desse meio. Só que, quanto mais eu me aproximava daquele universo, mais percebia como o uso de anabolizantes era tratado como algo comum dentro da preparação”, afirma.

Segundo Emelly, foi justamente durante essa fase que começaram a surgir orientações e comentários de que seria praticamente impossível alcançar um corpo competitivo sem entrar em ciclos de anabolizantes. A influenciadora afirma que, conforme o físico mudava, também aumentava a pressão para acelerar resultados e transformar ainda mais o corpo. “Chegou um momento em que comecei a ouvir que, para alcançar um corpo de competição, eu precisaria usar anabolizantes e acelerar resultados. Aquilo começou a me assustar porque parecia que nunca era suficiente”, relata.

Hoje, Emelly afirma que prefere manter uma relação menos obsessiva com o próprio corpo e diz que a experiência mudou completamente a forma como passou a enxergar o fisiculturismo. Segundo ela, a pressão para alcançar um corpo impossível acabou fazendo com que desistisse definitivamente de competir. “Eu comecei a perceber que já não estava mais treinando só por saúde ou bem-estar. Parecia uma corrida sem fim para alcançar um corpo cada vez mais extremo. Foi aí que entendi que aquele ambiente não fazia mais sentido para mim”, conclui.