Iniciativas fortalecem a cena cultural do Vale do Paraíba com ações voltadas à criação, à produção e ao desenvolvimento de projetos
O fortalecimento da cadeia produtiva do setor cultural passa, necessariamente, pela formação de artistas, produtoras(es) e agentes culturais. Com esse olhar voltado também à profissionalização, ao fortalecimento de trajetórias e ao desenvolvimento da cena cultural do Vale do Paraíba, a Casa Patchô vem promovendo uma série de ações formativas gratuitas dentro do projeto “Patchô – Casa de Criar”.
Entre as ações realizadas está a oficina “Produção pra Todes”, conduzida por Cynthia Margareth, da AFLORAR CULTURA — artista, atriz e gestora cultural com ampla atuação em processos formativos e produção cultural. Realizada na Casa Patchô, a atividade reuniu artistas e pessoas interessadas em ampliar seus conhecimentos sobre produção cultural, abordando temas como elaboração de projetos, planejamento, circulação e articulação em rede.
Em continuidade a esse percurso formativo e aprofundando o acompanhamento de trajetórias e iniciativas culturais, a Casa Patchô realiza atualmente a “Estufa de Futuros – Modos de Produção, Gestão e Convívios na Cena Contemporânea”, ação coordenada por Cynthia Margareth e desenvolvida pela AFLORAR CULTURA desde 2019, que acontece entre janeiro e maio deste ano.
Mais do que uma formação, a Estufa de Futuros atua como uma residência e incubadora de projetos, acompanhando neste momento 13 iniciativas do interior de São Paulo em um processo continuado de desenvolvimento artístico, estrutural e de fortalecimento de trajetórias. Ao longo de quatro meses, as pessoas participantes vivenciam uma jornada composta por encontros presenciais e online, mentorias individuais e coletivas, rodas de partilha e ferramentas voltadas ao planejamento, produção executiva, gestão, fortalecimento de carreira e materialização de projetos.
“A proposta tem como eixo central a democratização dos modos de produção e o fortalecimento de artistas-criadores-gestores, apostando na construção coletiva, na criação de redes e no desenvolvimento de condições para que ideias ganhem estrutura, continuidade e realização”, destaca Cynthia Margareth. “A ação segue em andamento e terá seu encerramento público ao final de maio, compartilhando parte dos processos, percursos e projetos desenvolvidos ao longo da residência.”
Participante do Estufa de Futuros, a atriz e produtora cultural Nathália Vasconcellos destaca o acúmulo de conhecimento ao longo do processo. “Artistas geralmente são conhecidos por suas inabilidades administrativas, e a residência Estufa de Futuros está abrindo meus olhos para o fazer artístico e todas as suas etapas”, afirma Nathália. “Cynthia chega em um momento de revirada, de retomada, é o momento de nos apropriarmos de nós mesmos e sair desses estereótipos. Hoje, produzir para mim faz parte do desenvolvimento criativo, observando como as formas de produzir são infinitas e absorvendo quais processos fazem parte do meu fazer artístico, me nutrindo não só como artista, mas também como artista produtora que produz arte através da arte.”
Fomentando o universo do fazer cultural
Somadas, as ações de formação em produção cultural promovidas pela Casa Patchô totalizam mais de 60 horas de atividades formativas gratuitas até o final de maio, fortalecendo o ecossistema cultural do Vale do Paraíba e ampliando o acesso a ferramentas técnicas e estratégicas para artistas e produtoras(es) da região.
“A proposta é ampliar o acesso ao conhecimento técnico e estratégico necessário para que artistas e produtores culturais consigam estruturar seus projetos, acessar editais, fortalecer suas trajetórias e contribuir para o desenvolvimento cultural da região.”, destaca Laila Gama, artista e diretora de produção . “Mais do que oferecer cursos e oficinas, a Casa Patchô aposta na construção de redes colaborativas e no estímulo à autonomia criativa como caminhos para consolidar uma cena cultural cada vez mais forte, diversa e profissionalizada no Vale do Paraíba.”
Para os interessados em conhecer e acompanhar as atividades, a Casa Patchô fica na Rua Ignácio Henrique Romeiro, 16, no bairro Chácara Galega, em Pindamonhangaba. A programação completa do projeto “Patchô – Casa de Criar” é divulgada no Instagram @casa.patcho.
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Casa de Cultura Independente PatchôA Casa Patchô é um espaço cultural independente localizado em Pindamonhangaba (SP), referência no Vale do Paraíba por sua atuação na formação, criação artística e incentivo à cultura independente. Berço e sede da Severina Cia de Teatro, a Casa Patchô atua há mais de 12 anos como um território de troca de saberes, acolhimento, produção cultural e articulação de redes entre artistas, coletivos e agentes culturais da região.
Projeto “Patchô – Casa de Criar”O projeto “Patchô – Casa de Criar” tem como objetivo fortalecer o espaço como um polo de criação, formação e intercâmbio cultural. Viabilizado por meio de leis de incentivo à cultura, como a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Ministério da Cultura e do Governo Federal, e Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria da Cultura, economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, o projeto promove melhorias estruturais, ações formativas, residências artísticas, implementação de medidas de acessibilidade, intercâmbios regionais e uma programação contínua de atividades culturais, com foco no fortalecimento da rede de artistas do Vale do Paraíba e no estímulo à formação de novos criadores.
Leis de incentivo
Este projeto é realizado com recursos do Fomento CULTSP, programa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e da Política Nacional Aldir Blanc – PNAB, por meio do Governo Federal, através do Ministério da Cultura. Neste projeto, foram adotadas medidas de democratização de acesso, tais como: Gratuidade de todas as atividades, inclusão de grupos sub representados de vulnerabilidade socioeconômica, populações menos assistidas, pessoas com deficiência e mulheres chefes de família. O fortalecimento do acesso aos bens e serviços culturais, realizados por meio de recursos públicos e políticas de incentivo, representa um compromisso do Governo do Estado de São Paulo com a população paulista e com a sociedade brasileira, pois, mais do que apoiar ações culturais, amplia oportunidades, promove o acesso e fortalece a presença da cultura no cotidiano da população.”
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