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Eliminada do BBB 26, Samira chamou atenção ao falar sobre sua relação com a estética após deixar o reality. Em entrevista recente, a gaúcha afirmou que nunca realizou procedimentos e que não pretende fazer mudanças no rosto, a não ser por uma única exceção: as olheiras.
“O máximo que eu faria seria corrigir minhas olheiras”, contou, destacando que não tem interesse em outras intervenções. A fala, leve e bem-humorada, reflete uma preocupação bastante comum entre os brasileiros e reacende o debate sobre a região dos olhos, frequentemente associada ao aspecto de cansaço.
As olheiras são caracterizadas pelo escurecimento da área abaixo dos olhos e podem impactar diretamente na autoestima. Apesar de muitas vezes serem associadas à falta de sono, diversos fatores contribuem para o seu surgimento, como predisposição genética, acúmulo de melanina, excesso de vasos sanguíneos, acúmulo de gordura na região, estresse, alergias, exposição solar e o próprio processo de envelhecimento.
Segundo a médica especialista em estética, Dra. Fernanda Nichelle, entender a origem das olheiras é essencial para um tratamento eficaz. “Existem quatro tipos principais de olheiras: pigmentar, vascular, estrutural e mista, e cada uma exige uma abordagem diferente”, explica.
A olheira pigmentar costuma ter coloração mais amarronzada, causada pelo excesso de melanina. Nesses casos, tratamentos com laser e o uso de cremes clareadores costumam apresentar bons resultados. Já a olheira vascular pode apresentar tons azulados, roxos ou avermelhados, relacionados à circulação sanguínea da região. “Esse tipo responde bem a tecnologias como luz intensa pulsada e laser, além de melhorias nos hábitos de vida, como qualidade do sono e redução do consumo de álcool”, orienta a especialista.
Outro tipo bastante comum é a olheira estrutural, caracterizada por um aspecto mais profundo, causado pela anatomia da face e pela perda de volume ao redor dos olhos. “Nesses casos, o preenchimento com ácido hialurônico pode ajudar a suavizar a aparência de sombra e trazer um aspecto mais descansado”, explica Dra. Fernanda.
Há ainda as olheiras mistas, que combinam dois ou mais fatores, exigindo uma abordagem personalizada. Por isso, a médica reforça a importância da avaliação individual. “Cada paciente tem uma característica diferente, e o tratamento ideal deve ser indicado após uma análise detalhada”, destaca.
A fala de Samira evidencia uma tendência crescente: a busca por intervenções mais pontuais e naturais, focadas em melhorar pequenos incômodos sem transformar a aparência. “Hoje, o objetivo não é mudar o rosto, mas valorizar a beleza natural e tratar pontos específicos que incomodam”, finaliza a especialista.