A apresentação consolida Copacabana como o maior palco a céu aberto do mundo
Imagens de drone no link
Na noite de 02 de maio, sábado, a Praia de Copacabana se transformou no maior ponto de encontro do planeta. Diante de uma multidão, Shakira fez uma apresentação histórica, demonstrando seu profundo carinho pelo Brasil e pelo público latino-americano, que respondeu cantando junto do início ao fim.
Segundo a Prefeitura do Rio, 2 milhões de pessoas compareceram, lotando a praia, o calçadão e a Avenida Atlântica. Milhares de outras pessoas assistiram ao evento de prédios residenciais e hotéis, além de inúmeras embarcações estavam no mar.
Para garantir que todos pudessem ver cada detalhe do show, 16 torres foram instaladas ao longo da praia – do palco até a Avenida Princesa Isabel – cada uma equipada com som, iluminação e telões de LED de 09 metros de altura.
Durante todo o show, Shakira agradeceu diversas vezes ao público brasileiro. Em um dado momento, a artista parou para se falar diretamente com os fãs: “Esta noite cantei rodeada por milhões. Vi mães, vi filhas, vi mulheres que sustentam o mundo sem perder a alegria. Isso foi para vocês. Obrigada, Rio.”
Neste show, Shakira cantou pela primeira vez a música Can´t Remember to Forget You.
Para encerrar a grande noite, artistas brasileiros assumiram o comando da festa. Com Anitta, Shakira cantou e dançou – muito – a nova Choka Choka. Ao lado de Caetano Veloso emocionou o público cantando Leãozinho. Com Maria Bethânia, transformou a praia em um grande coral cantando junto O Que É, O Que É. Trouxe o carnaval carioca para o palco com a bateria da Unidos da Tijuca. E reviveu o dueto com Ivete Sangalo com País Tropical.
“Mais uma vez, o mundo estava com os olhos voltados para o Rio de Janeiro, acompanhando essa noite histórica quando Shakira levou toda a cultura latina para o palco mais icônico do mundo”, diz Luiz Oscar Niemeyer, sócio da Bonus Track.
“O Todo Mundo no Rio é nosso compromisso de trabalhar sempre por um Rio de Janeiro melhor, com cultura e diversão para as pessoas em um evento gratuito e democrático. Já saímos dessa noite pensando no futuro”, completa Luiz Guilherme Niemeyer, sócio da Bonus Track.
O evento começou com uma apresentação inédita de drones, desenvolvida pelo Studio DRIFT, com mais de 1.500 drones sobrevoando a praia de Copacabana na maior formação já feita no Brasil: um lobo gigante, convidando milhões de pessoas a se unirem em um uivo coletivo, para um show será lembrado para sempre.
O show gratuito de Shakira foi exibido pela TV Globo, pelo Multishow e pelo Globoplay, parceiros de mídia oficiais.
A realização de Todo Mundo No Rio é da Bonus Track. O evento é apresentado por Corona, com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Também são patrocinadores o Santander Brasil, banco oficial; LATAM, companhia aérea oficial, C&A, marca de moda oficial; 99, app de mobilidade oficial; Beats, drink pronto oficial; Guaraná Antárctica, refrigerante oficial; Zé Delivery, delivery oficial; Google Gemini, IA oficial; Dove Aerosol, antitranspirante oficial; Deezer, player oficial; Shakira, perfume oficial, Jeep, carro oficial, e Ingresse, a tiqueteira oficial.
A ProColombia apoia o Todo Mundo No Rio e a Klefer é parceira comercial do projeto.
Informações podem ser encontradas no Instagram @todomundonorio e @bonustrack.live
Ipê Amarelo Comunicação
Renata Pacheco Jordão renata.jordao@ipeamarelocom.com.br Tel: 21.99466-4316
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Shakira entra para a história com o maior show de uma artista hispânica de todos os tempos
Houve um tempo em que os números bastavam para contar o que acontecia em um palco. Um número de ingressos vendidos, um recorde, uma cidade. O que aconteceu em Copacabana extrapola essa contabilidade. Foram dois milhões de pessoas reunidas diante do mar para ver uma única mulher não é um dado musical: é um dado antropológico. Algo se deslocou naquela noite na maneira como o mundo se olha, e vai levar tempo para entender exatamente o que foi.
O mais fácil seria contar isso como uma proeza da indústria. Uma colombiana que canta em espanhol lota a praia mais mítica do planeta, movimenta cento e sessenta milhões de dólares em uma única noite, deixa a economia de uma cidade transformada por semanas. Tudo isso é verdade, e tudo isso é secundário. Porque o que aconteceu em Copacabana não se explica pela escala. Se explica pela coincidência exata entre uma mulher e um momento.
Há momentos na história em que uma figura, sem se propor a isso por completo, se torna a imagem de uma mudança que vinha se gestando em silêncio por anos. Shakira faz música há trinta anos. Mas a Shakira de hoje — a que escreveu um disco inteiro sobrea traição e o refazer-se, a que voltou aos palcos depois de ter perdido quase tudo em público, a que cria sozinha dois filhos enquanto lota estádios — essa Shakira não estava ali há cinco anos. E não estava porque a história ainda não havia chegado a ela. Hoje sim.
A mudança da qual falamos não tem um nome fácil. Tem a ver com uma geração inteira de mulheres latino-americanas que deixaram de pedir permissão. Mulheres que sustentam suas casas, que ganham seu dinheiro, que tomam suas decisões afetivas, que criam seus filhos sem esperar que um homem lhes diga como. No Brasil, mais de 40 milhões de lares são comandados por mulheres. No México, na Colômbia, na Argentina, no Chile, os números contam a mesma história com outros decimais. É uma transformação que não foi anunciada em nenhum manifesto, que não tem data de início, que não foi liderada por ninguém. Simplesmente está acontecendo. E precisava de um rosto.
Esse rosto não podia ser o de uma ativista, porque a transformação não é ideológica: é prática. Não podia ser o de uma intelectual, porque a mudança está acontecendo nas cozinhas e nos trabalhos, não nos seminários. Tinha que ser o rosto de alguém que cantasse o que milhões sentem sem transformar isso em palavra de ordem. Alguém capaz de colocar em uma canção a raiva, o desamor, a dignidade e a festa — tudo junto, sem pedir desculpas. Shakira faz isso. Vem fazendo desde que começou, mas agora o mundo está finalmente pronto para escutá-la nos termos dela.
Por isso o que aconteceu em Copacabana não foi um show. Foi uma assembleia. Dois milhões de pessoas não se reúnem diante de um palco apenas pela música. Se reúnem porque alguém, lá em cima, está dizendo em voz alta o que elas ainda não sabem como nomear. E quando essa alguém é uma mulher latina que canta em espanhol sobre o que acontece em suas vidas reais — o pai ausente, o namorado que mentiu, o corpo próprio, o dinheiro ganho com esforço, a maternidade sem rede —, o que sucede já não é um fenômeno da indústria. É um acontecimento de pertencimento.
Também importa, e muito, que isso tenha acontecido em espanhol. Durante décadas, o lugar da cultura latino-americana na conversa global foi o de exportadora de exotismo: aceitos com entusiasmo quando dançavam, traduzidos quando convinha, marginalizados quando pretendiam falar a sério. A geração que agora encabeça Shakira — junto com Anitta, junto com Karol G, junto com Bad Bunny — fez algo diferente: não traduzir. Cantarem sua língua, desde sua geografia, com suas referências, e obrigar o mundo a vir escutar. Que mais de dois milhões de brasileiros tenham ido ver uma colombiana cantar em espanhol é, em si mesmo, uma declaração política sobre o lugar dos latino-americanos no século XXI. A música é o cavalo de Troia. O que entra na cidadela é algo muito maior.
Haverá quem diga que estamos exagerando, que se trata apenas de um show, que amanhã haverá outros recordes. É provável. Mas os recordes passam; as imagens não. E a imagem que Copacabana deixou — uma única mulher, latino-americana, hispano-falante, diante de mais de dois milhões de pessoas que cantam com ela as canções que contam suas vidas — é uma dessas que se infiltram nos livros que virão. Não nos de música: nos de sociologia. Não como anedota: como evidência.
Daqui a alguns anos, quando alguém tentar explicar como e quando mudou o lugar da mulher latino-americana na cultura global, haverá muitas coisas para mencionar. Leis que foram aprovadas, livros que foram publicados, gerações inteiras de filhas que decidiram não repetir as vidas de suas mães. Mas também haverá uma imagem. A de uma praia no Rio cheia de gente até onde a vista alcança, e uma mulher no palco que não representa a mudança: a encarna. E vai ficar claro, então, o que já sabemos hoje mesmo sem saber ainda como dizer: que o que aconteceu em Copacabana não foi o maior show da história. Foi o momento em que a história, finalmente, assumiu Shakira.