Dra. Fernanda Nichelle detalha por que cresce a busca por retirada de preenchimentos e o que considerar antes do procedimento

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A decisão de Gracyanne Barbosa de diminuir os procedimentos no rosto e abrir mão de novos preenchimentos é um comportamento que já vinha ganhando força: a busca por uma aparência mais natural. A busca cada vez mais visível entre figuras públicas, tem impacto direto nos consultórios, onde cresce o número de pacientes interessados em reverter aplicações feitas nos últimos anos.
O preenchimento com ácido hialurônico se consolidou como um dos procedimentos mais realizados na estética facial por sua versatilidade e segurança. Ainda assim, mudanças de gosto pessoal, exageros anteriores ou até resultados que não envelheceram bem fazem com que muitos pacientes optem pela retirada.
“O preenchimento labial mais comum e seguro é o feito com ácido hialurônico, um ativo coringa no universo da estética. Nesses casos, a remoção pode ser realizada com a aplicação da enzima hialuronidase, que age degradando o produto”, afirma a Dra. Fernanda Nichelle, médica especialista em estética.
A reversão, no entanto, não é um processo automático e exige avaliação individualizada. O tempo entre a aplicação e a decisão de retirar pode interferir no resultado e na facilidade do procedimento.
“O ideal é que seja feita a reversão logo após a colocação, pois as chances de sucesso são maiores. Caso a reversão seja feita um tempo depois o resultado da retirada por ficar comprometida, mas não é uma regra, tendo em vista que cada pessoa e cada corpo reage de uma forma”, informa Dra. Fernanda Nichelle.
A especialista aponta que preenchimentos antigos podem sofrer pequenas alterações ao longo do tempo, como deslocamentos ou integração maior aos tecidos, o que torna o manejo mais delicado. Por isso, o acompanhamento com profissionais qualificados é essencial para garantir segurança durante todo o processo.