Artista radicado no Rio critica dependência do streaming, comenta cenário cultural nos Estados Unidos e acompanha movimento crescente de artistas que recorrem a plataformas de assinatura para investir em seus projetos
São Paulo, março de 2026 – Em um momento de transformação na indústria musical, cada vez mais artistas têm buscado novas formas de financiar suas carreiras sem depender exclusivamente do streaming ou de grandes gravadoras. O cantor e compositor americano Adrian Jean, radicado no Rio de Janeiro há quatro anos, é um dos nomes que passou a apostar na Privacy, maior plataforma de monetização da América Latina, para viabilizar seus projetos artísticos.
O artista veio ao Brasil inicialmente para dois shows em São Paulo, em 2022, mas acabou mudando os planos após ser convidado por uma diretora para atuar em uma série internacional. Ele chegou a gravar duas temporadas do projeto, que acabou não sendo lançado após mudanças executivas. “Mudou a minha vida. Eu mergulhei no português completamente. Passei meses sem falar inglês, assistindo a ‘Sintonia’ e ‘3%’ para aprender as gírias”, conta.
Mesmo com a frustração do cancelamento, ele decidiu permanecer no país. “Quem não quer morar num lugar tão lindo, com um povo que entende e celebra a música como o brasileiro?”, afirma.
Streaming, algoritmo e novas formas de renda
A dependência exclusiva do streaming, segundo o artista, tornou a sustentabilidade de carreiras independentes cada vez mais desafiadora. O debate tem ganhado dimensão internacional. A cantora britânica Lily Allen, por exemplo, afirmou recentemente que chegou a faturar mais com conteúdo por assinatura do que com royalties musicais, enquanto artistas como Kate Nash passaram a utilizar plataformas digitais para financiar turnês e projetos autorais.
No Brasil, o movimento também se intensifica. Artistas como MC Mirella acumulam faturamentos expressivos na Privacy. A cantora Ella Viana, ex-artista gospel que recentemente passou a abordar temas de liberdade corporal em sua música, também incorporou o modelo à sua estratégia profissional.
Esses exemplos ilustram um movimento crescente na indústria criativa: a monetização direta com fãs passando a funcionar como capital de giro para a produção artística, reduzindo a dependência exclusiva de gravadoras, patrocínios ou algoritmos das plataformas digitais.
Para Adrian, buscar novas formas de financiar a carreira é uma maneira de preservar a autonomia artística. “Eu não estou criando algo para viralizar por uma semana. Estou construindo uma história”.
Clipe nu e homenagem a Tim Maia
Inspirado pelo clássico videoclipe do cantor D’Angelo, Adrian gravou um clipe nu para a música “Sex Tonight”, que ganhou repercussão após integrar a trilha da novela “Beleza Fatal”, da HBO Max. Segundo o artista, o vídeo é uma homenagem à estética do R&B dos anos 2000.
Agora, ele prepara uma versão em português de “Eu Amo Você”, clássico de Tim Maia. “Eu amo a história da música brasileira. O Brasil entende a música de um jeito diferente”, diz.
Radicado definitivamente no Rio de Janeiro, Adrian afirma que pretende seguir construindo sua carreira no país. “Eu não escolhi a música. Foi a música que me escolheu”.
Para quem deseja acessar o perfil do artista, o conteúdo está disponível por R$ 39,90 por mês, com pagamento via cartão de crédito ou Pix.
Sobre a Privacy
A Privacy é a maior plataforma de monetização e produção de conteúdo do Brasil, com mais de 25 milhões de usuários e 700 mil criadores. Criada em 2020, a plataforma se consolidou como um espaço onde criadores podem mudar suas vidas ao compartilhar conteúdo, construir comunidade e transformar sua presença digital em renda de forma direta e segura. Em 2026, a Privacy inicia sua expansão pela América Latina, ampliando oportunidades para criadores e levando seu modelo de monetização para novos mercados.