Thaís Carla fala sobre gordofobia estrutural e o impacto da pressão estética na saúde emocional

A especialista em autodesenvolvimento e autoamor, Renata Fornari, comenta como a busca por aceitação tem afetado emocionalmente milhares de mulheres

Reprodução Instagram

O desabafo recente de Thaís Carla sobre episódios de gordofobia estrutural voltou a colocar em evidência um tema que muitas mulheres enfrentam silenciosamente: o desgaste emocional provocado pela pressão estética e pela necessidade constante de aprovação.

“As pessoas não entenderam. Eu sempre falei sobre gordofobia, o ódio por pessoas gordas. Eu, uma pessoa gorda, preciso ter acesso. Vou a um hospital e não tem cadeira pra eu sentar. Nunca foi “seja gordo” e sim sobre as minhas dificuldades. A gordofobia estrutural mata as pessoas”, disse Thais em uma entrevista.

Ao falar sobre preconceito, exclusão e comentários que marcaram sua trajetória, a influenciadora abriu espaço para uma conversa que vai além da aparência e toca diretamente autoestima, pertencimento e saúde emocional. 

Para a especialista em autodesenvolvimento e autoamor, Renata Fornari, muitas pessoas passam anos tentando alcançar uma validação que nunca chega. “Existe um cansaço emocional muito grande em viver tentando ser aceita o tempo inteiro. Quando alguém acredita que só será respeitado ou amado depois de mudar o corpo, isso acaba afetando profundamente a relação que ela constrói consigo mesma”, afirma.

Segundo Renata, a comparação constante e os padrões impostos socialmente fazem com que muitas mulheres deixem de se enxergar com gentileza. “O problema começa quando a pessoa passa a medir o próprio valor pela opinião dos outros. O autoamor nasce justamente quando ela entende que não precisa se diminuir para caber em expectativas externas”.

A especialista também destaca como comentários vistos como “comuns” podem deixar marcas emocionais duradouras. “Muita gente cresceu ouvindo críticas disfarçadas de preocupação, piadas sobre aparência ou comentários invasivos dentro da própria família. Com o tempo, isso vai minando autoestima, segurança e até a forma como essa pessoa ocupa os espaços”.

Segundo Renata, a autoaceitação não significa ignorar saúde ou abandonar mudanças pessoais, mas aprender a se enxergar com dignidade durante qualquer processo. “Cuidar de si nunca deveria partir do ódio pelo próprio reflexo. Transformações sustentáveis acontecem quando existe acolhimento interno, e não punição emocional”, finaliza.

Nos últimos anos, discussões sobre gordofobia estrutural e saúde mental ganharam ainda mais espaço nas redes sociais e na mídia, principalmente após relatos públicos de mulheres que passaram a compartilhar experiências de exclusão e preconceito ligados à aparência física.