Virada Cultural de 2026 recebe intervenções artísticas nas ruas do centro de São Paulo

Programações integram shows e apresentações para público durante passeio pelo centro

Intervenção artística “Devir”, da Cia Base. Foto: Reprodução
 

Escrito por Camila Quaresma
 

São Paulo, maio de 2026 – A Virada Cultural 2026 com tema “O Festival dos Festivais” terá intervenções artísticas espalhadas pelo centro da cidade de São Paulo além dos shows nos palcos e pistas entre os dias 23 e 24 de maio, que fazem parte da programação ininterrupta oferecida pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

A intervenção “Quebrada Viva” será ao lado da pista Arouche que traz apenas artistas mulheres como Ebony, Ajulliacosta e Céu e traz projeções a laser com poesias de artistas. Algumas das composições artísticas trazem mensagens como: “Ser mulher negra é experimentar essa condição de asfixia social” de Maya Angelou.

Outras frases apresentadas trazem mais discursos que conversam com as apresentações musicais, como: “A música possa ser um lugar, onde as classes sociais subalternas, encontraram algum refúgio”, de Carolina Maria de Jesus; “Hoje, quando recebo os aplausos nas apresentações gostaria muito que as antigas patroas estivessem na plateia e vissem onde cheguei”, de Conceição Evaristo; E “Sou uma mulher negra, consciente da responsabilidade herdada de suas ancestrais, sigo sem decepcionar”, de Elza Soares.
 

No Palco São João e na Av. Paulista, a Cia Base apresenta a performance “Devir”, um balé aéreo que une dança vertical com elementos de circo aéreo, através de bailarinas e atrizes que flutuam no prédio a 50 metros de altura.
 

No Viaduto do Chá serão realizadas duas atrações: a Biolumini, um espetáculo inspirado na Teoria do Big Bang com malabarismos, acrobacisas, equilíbrios e efeitos ilusionistas utilizando acessórios com fogo; Já “Templo da Luz”, provoca uma reflexão sobre a vida ao se inspirar na lógica visual dos quadrinhos e na estrutura simbólica de cartas de tarô, criando uma narrativa fragmentada e aberta à interpretação.
 

Na Rua Coronel Xavier Toledo, a artista Andrea Brook utiliza uma harpa monumental de cordas longas — a Sonic Butterfly — para ativar arquiteturas e paisagens como instrumentos vivos, conduzindo o público a uma jornada de escuta profunda e conexão. Outra instalação textual estará na Avenida Vieira de Carvalho e se chama “A Rua é do Desejo” ocupando a fachada do Edifício Central. A mesma avenida ainda terá “Nuvens Holográficas”, idealizadas para a Virada Cultural de 2026.

A Biblioteca Mário de Andrade receberá “Mestres em Cena”, um tributo ao circo com malabarismos e números de equilíbrio. Algumas pistas terão a intervenção “Luz que Move”, a Praça do Patriarca recebe “Afago”, o Largo do Arouche terá outra atração por Camila Rosa chamada “Liberta e Livre”, além de muitas outras intervenções.

*Programação sujeita a alteração, sem aviso prévio. Todas as atrações do evento no site viradasp.com.br

Serviço
 

Sonhando Acordado – Alex Senna

Onde: Praça Ramos de Azevedo

Biolumini – FOGO

Onde: Viaduto do Chá

Templo da Luz – AkaCorleone

Onde: Viaduto do Chá

Andrea Brook – Sonic Butterfly

Onde: Rua Cel. Xavier de Toledo, 23
 

Afago – GG Learte

Onde: Praça do Patriarca
 

Arte sobre Spray – Mari Mats, yes yas e Leiga

Onde: Av. Ipiranga x Av. São João
 

Seiza 正座 – Tinho

Onde: Sesc Galeria

Liberta e Livre – Camila Rosa

Onde: Largo do Arouche
 

Foco – Bizafra

Onde: Av. São João, 243

Plantas Pulsam – Thiago Mazza

Onde: Praça Dom José Gaspar

Bonecos Black de Posto – D’Paula

Onde: Praça da República, 23

A Rua é do Desejo – Francisco Mallmann

Onde: Av. Vieira de Carvalho, 277

No Passinho do Bolinho – Bolinho

Onde: Biblioteca Mario de Andrade

Quebrada Viva

Onde: Largo do Arouche
 

Cia Base

Onde: Palco São João e Av. Paulista

Três em Cena

Onde: Biblioteca Mario de Andrade
 

Nuvens Holográficas

Onde: Av. Vieira de Carvalho

Luz que Move

Onde: Pistas

Sobre a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa


A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) de São Paulo, fundada em 1935 como Departamento de Cultura e Recreação, promove a cultura e impulsiona a economia criativa da cidade. Com mais de 90 anos de atuação, valoriza a diversidade cultural, preserva patrimônios e forma profissionais para a indústria criativa. Com uma rede abrangente, a SMC administra 13 Centros Culturais, 7 Teatros Municipais, 20 Casas de Cultura, além da Casa de Cultura Cidade Ademar, que será inaugurada em 2025, 2 museus (sendo o Museu da Cidade de São Paulo – composto de 13 unidades – e o Museu das Culturas Brasileiras em fase de obras), 54 Bibliotecas de Bairro, 15 Pontos de Leitura e 15 Bosques de Leitura, 6 EMIAs (Escolas Municipais de Iniciação Artística) e 3 unidades da Rede Daora – Estúdios Criativos das Juventudes. A SMC ainda atende 104 equipamentos de cultura e CEUs por meio do PIAPI (Programa de Iniciação Artística para a Primeira Infância), PIÁ (Programa de Iniciação Artística) e Programa Vocacional.