Para a especialista em autodesenvolvimento e autoamor, Renata Fornari, a coragem também está em soltar padrões emocionais que já não fazem sentido
Reprodução Internet
O Dia da Coragem é celebrado nesta terça-feira, 6 de maio, e chega com um convite que foge do senso comum. Em vez de grandes atos ou decisões radicais, a data chama atenção para um movimento mais silencioso: o de olhar para dentro e reconhecer o que já não cabe mais.
Em uma rotina que ainda valoriza quem “dá conta de tudo”, cresce um movimento que aponta em outra direção: a ideia de que ser forte nem sempre é resistir, muitas vezes é soltar.
Segundo a especialista em autodesenvolvimento e autoamor, Renata Fornari, muitas mulheres ainda operam a partir do que ela chama de armaduras emocionais, mecanismos criados, na maioria das vezes, ainda na infância. “Essas armaduras não são defeitos, são respostas emocionais que fizeram sentido em algum momento da vida. O ponto é que, quando permanecem ativas, passam a restringir quem essa mulher pode ser hoje”, afirma.
Esses padrões aparecem de diferentes formas no cotidiano: dificuldade de concluir projetos, necessidade constante de controle, excesso de responsabilidade, medo de se posicionar ou resistência em demonstrar vulnerabilidade. Para Renata, reconhecer é um passo importante para recuperar autonomia emocional. “Coragem não é ausência de medo. É conseguir se sustentar mesmo quando ele aparece, sem voltar para padrões antigos que já não representam quem você se tornou”, diz.
O Dia da Coragem, nesse cenário, se consolida como um convite à consciência. Um chamado para escolhas mais alinhadas, ainda que desconfortáveis no início. Dizer não sem culpa, pedir ajuda, se permitir sentir e permanecer em situações que antes levavam à fuga. “Existe uma construção social que associa força à ausência de emoção. Mas isso afasta a mulher de si mesma. Quando ela se reconecta, tudo muda, a forma de se relacionar, de trabalhar, de se posicionar no mundo”, completa.
Em um contexto marcado pelo aumento da ansiedade, do esgotamento emocional e da sensação de desconexão, a data ganha força ao propor um outro tipo de coragem, aquela que não precisa ser vista, mas que transforma de dentro para fora.