Dra. Fernanda Nichelle, médica especialista em estética, explica por que o tipo de chocolate pesa mais que a quantidade quando o assunto é acne
Imagem Freepik
Com a chegada da Páscoa, o consumo de chocolate aumenta e, junto com ele, volta uma dúvida comum para quem convive com acne: o doce realmente piora a pele?
A resposta passa longe de ser simples. Segundo a médica especialista em estética, Dra. Fernanda Nichelle, o chocolate não precisa ser encarado como vilão, desde que seja consumido com atenção. “O chocolate amargo, com alta concentração de cacau, tem ação antioxidante e pode contribuir para uma pele mais hidratada e com aparência saudável. O problema está mais no tipo e na quantidade do que no chocolate em si”, explica.
De acordo com a médica, o ideal é limitar o consumo a cerca de 30 gramas por dia, priorizando versões com mais de 70% de cacau. “Esses são os que realmente trazem algum benefício. Já os chocolates ao leite, com muito açúcar e gordura, podem aumentar a oleosidade da pele e favorecer o surgimento da acne”, afirma.
O alerta é ainda maior em relação ao chocolate branco. “Ele praticamente não deveria ser considerado chocolate. Não tem massa de cacau, apenas manteiga de cacau e gordura. Isso contribui para o aumento da oleosidade, pode desencadear espinhas e ainda não é interessante para a saúde cardiovascular”, diz.
Outro ponto que chama atenção é que o chocolate também aparece fora da alimentação. Ingredientes derivados do cacau são usados em produtos de skincare e até em tratamentos capilares, sempre respeitando o tipo de pele de cada pessoa.
No fim, dá para aproveitar a Páscoa sem culpa, mas com escolhas mais conscientes. Para quem tem tendência à acne, o que vai para o prato faz mais diferença do que parece.
…