“Me acusam de glamourizar a magreza”, declara musa da microcintura, após críticas ao próprio corpo

Após publicar uma foto na Torre Eiffel, influenciadora de 24 anos afirma que voltou a ser alvo de ataques sobre sua aparência

A influenciadora Ravena Hanniely, de 24 anos, voltou a ser alvo de críticas nas redes sociais após publicar uma foto durante viagem à Europa. Conhecida como musa da microcintura e protagonista de polêmicas recentes envolvendo cirurgias plásticas e embates públicos durante o Carnaval 2026, Ravena afirma que, desde que assumiu seus procedimentos e intensificou a exposição da rotina fitness, seu corpo passou a ser permanentemente questionado. Segundo ela, os comentários mais recentes acusavam a influenciadora de “magreza excessiva” e até de “glamourizar um padrão perigoso”.

A foto, feita diante da Torre Eiffel, reacendeu debates que, segundo Ravena, nunca cessaram desde o desfile. “Primeiro vieram as críticas pelas cirurgias. Depois começaram a dizer que eu estava magra demais. Agora dizem que estou incentivando algo errado. Parece que não importa o que eu faça, meu corpo sempre vira motivo de ataque”, afirma. Para ela, o julgamento não está ligado à preocupação com saúde, mas à necessidade constante de opinar sobre o corpo feminino.

Ravena diz que a pressão digital cria um ciclo contraditório. “Existe cobrança para ter disciplina, resultado, definição. Mas quando você atinge isso, também é criticada. Se estivesse maior, falariam outra coisa. A mulher nunca está dentro de um padrão aceitável para todos”, declara. A influenciadora afirma que faz terapia e trabalha a própria autoestima, mas admite que a exposição contínua impacta emocionalmente. “Eu me fortaleço, mas não sou imune. Ler milhares de comentários sobre o seu corpo mexe com qualquer pessoa.”

Apesar disso, ela afirma que não pretende mudar sua postura. “Meu corpo é resultado das minhas escolhas e do meu processo. Não é convite para julgamento coletivo”, diz. Para Ravena, o debate precisa sair da aparência e avançar para o respeito. “O problema não é a magreza. O problema é a naturalização de atacar o corpo da mulher como se fosse opinião pública”, conclui.