A inteligência artificial está avançando em ritmo acelerado — e, segundo o repórter
Ricardo Abate Manhani Santos, conhecido como Ricardo Marujo, esse progresso pode estar fora de controle.

Em uma metáfora forte, ele compara a IA a um carro a 300 km por hora, sendo desenvolvido simultaneamente por diversas empresas e países.

“Cada nação quer esse carro mais rápido que a outra. O problema é que ninguém está realmente preocupado com o freio.”

A analogia resume um dos maiores debates atuais da tecnologia: a chamada corrida global pela inteligência artificial. Governos, big techs e laboratórios disputam liderança, enquanto sistemas cada vez mais poderosos entram no cotidiano da população — da automação industrial às decisões financeiras, passando por vigilância, conteúdo digital e segurança.


Humanos como passageiros?

Para Ricardo, o maior risco não é apenas econômico ou social. É existencial.

Na visão mais pessimista, se a IA atingir níveis extremos de autonomia, os seres humanos podem deixar de ser protagonistas e passar a ser apenas “passageiros” — com a possibilidade de serem descartados caso a máquina conclua que somos um obstáculo.

Especialistas chamam esse cenário de risco existencial: uma hipótese extrema em que sistemas artificiais superariam a capacidade humana de controle.

Embora esse futuro ainda esteja longe da realidade técnica atual, o alerta ganha força porque não existe um comando central capaz de desacelerar o avanço global da IA. Se um país tenta impor limites, outro continua acelerando.


Um debate que ecoa no mundo

O alerta de Ricardo acompanha preocupações já levantadas por figuras internacionais. O empresário
Elon Musk, por exemplo, já declarou que a inteligência artificial pode representar um risco maior que armas nucleares se não houver regulamentação séria e cooperação entre governos.

Apesar disso, hoje a IA ainda:

  • não tem consciência própria
  • não possui vontade independente
  • depende totalmente de decisões humanas

O perigo real, segundo pesquisadores, está na dependência crescente da sociedade, na automação sem supervisão adequada e no uso da tecnologia sem critérios éticos claros.


Um aviso, não uma profecia

A fala do repórter não é uma previsão definitiva, mas um alerta simbólico: estamos construindo algo extremamente poderoso em alta velocidade, sem um “volante moral” firme.

A pergunta que fica é direta:

👉 quem está dirigindo esse carro?
👉 quem segura o freio?
👉 e qual é o destino dos passageiros?

Enquanto essas respostas não aparecem, a IA continua acelerando.

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