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RÁDIOS CULTURA HOMENAGEIAM O ARRANJADOR, COMPOSITOR E PIANISTA LUIZ EÇA
PROGRAMAÇÃO ESPECIAL SERÁ NA SEXTA (3/4), DIA EM QUE O MÚSICO COMPLETARIA 90 ANOS
Na sexta-feira (3/4), as Rádios Cultura farão uma homenagem ao arranjador, compositor e pianista Luiz Eça, falecido em 1992, que completaria 90 anos neste dia.
A partir das 7h, a Cultura FM leva ao ar em Desperte com os Clássicos, a composição “The Dolphin”. O Música e Notícia, das 8h às 10h, apresenta o arranjo e interpretação de Luiz Eça para “Travessia”, de Milton Nascimento e Fernando Brant.
Entre 10h e 12h, o Estação Cultura traz Luiz Eça, ao piano, ao lado de Astor Silva e seu conjunto em “Nova Ilusão”, de Zé Menezes e Luiz Bittencourt. E o Tarde Cultura, no ar entre 14h e 17h, apresenta “Imagem”, composição do músico, com o próprio autor ao piano.
Já na Cultura Brasil, a partir das 18h, o programa De volta pra Casa – transmitido em rede com a Cultura FM – traz uma seleção musical dedicada inteiramente ao seu trabalho como compositor, arranjador e intérprete.
Às 19h, será levado ao ar a única entrevista que o pianista concedeu à Rádio Cultura. Foi em 1989, quando ele esteve em São Paulo e participou do Estúdio 1.200, apresentado por Fausto Canova. No programa, Luiz Eça detalhou a sua carreira, falou dos primeiros toques ao piano, sobre suas professoras, sua primeira composição e, ainda, suas experiências em Viena, a bossa nova, sua composição preferida e seu derradeiro disco instrumental: “Luiz Eça e Jerzi Mileswski: Duas suítes instrumentais”.
Sobre Luiz Eça
Luiz Mainzi da Cunha Eça nasceu no Rio de Janeiro em 3 de abril de 1936. Descendente direto do escritor português Eça de Queiroz, foi um dos mais talentosos músicos de sua geração. Juntamente com Hélcio Milito e Bebeto Castilho criou no início dos anos 1960 o Tamba Trio, popularizando esse tipo de formação musical no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Em 1964 lançou o álbum “Luiz Eça e cordas”, considerado um marco pela crítica especializada, tornando-se referência obrigatória para os jovens músicos que surgiam, como Edu Lobo, Marcos Valle e Dori Caymmi. Sua importância para a história da música brasileira do século XX é inegável. Foram mais de 30 discos gravados, centenas de arranjos para intérpretes do primeiro time da MPB, shows, turnês e composições gravadas por músicos de jazz nos Estados Unidos.