Xuxa, Glória Pires, Angélica e Juliana Paes já abordaram o tema; médico explica por que o conceito ganhou força entre mulheres
Créditos: @angelicaksy | @gpiresoficial | @xuxa – CO Assessoria
Nos últimos anos, o envelhecimento deixou de ser tratado apenas como um processo natural e passou a ser encarado como uma escolha cada vez mais consciente. O termo “gerenciamento do envelhecimento” ganhou força nesse contexto e reflete uma mudança clara no comportamento feminino. Em vez de reagir aos sinais do tempo, cresce o número de mulheres que optam por acompanhar esse processo de forma contínua, com decisões mais estratégicas, sutis e alinhadas ao próprio estilo de vida.
Aos 61 anos, Xuxa passou a ocupar um lugar central nessa discussão ao falar abertamente sobre as transformações do corpo e da imagem ao longo dos anos. Em entrevistas recentes, a apresentadora tem reforçado a importância de aceitar a própria trajetória sem abrir mão do cuidado. “Eu não tenho mais 20 anos e não quero ter. Quero estar bem com a idade que eu tenho”, já afirmou. Sua fala traduz um movimento importante, em que envelhecer deixa de ser algo a ser combatido e passa a ser conduzido com mais consciência.
A mesma lógica aparece na trajetória de Glória Pires, também aos 61 anos. Conhecida por uma elegância discreta e consistente, a atriz costuma abordar o tema com naturalidade e profundidade. “A gente vai mudando, e isso faz parte. O importante é se reconhecer bem em cada fase”, já declarou. Ao longo dos anos, Glória construiu uma imagem que reforça a ideia de continuidade, em que o envelhecimento não representa ruptura, mas evolução.
Para a médica Nívea Bordin Chacur, CEO do Grupo Leger, esse movimento reflete uma transformação mais ampla na forma como as mulheres se relacionam com o tempo. “Quando falamos em gerenciamento do envelhecimento, não estamos falando de um procedimento específico, mas de um cuidado global, contínuo e estratégico com o corpo ao longo dos anos”, explica. Segundo ela, o comportamento observado em nomes como Xuxa e Glória Pires mostra que o envelhecer passou a ser acompanhado de forma mais consciente. “São mulheres que respeitam suas fases, mas fazem escolhas ao longo do caminho. Isso muda completamente a forma como o envelhecimento se manifesta”, afirma.
Esse posicionamento também aparece em outras figuras públicas que tratam o envelhecimento como parte de um estilo de vida. Aos 50 anos, Angélica costuma associar sua imagem ao equilíbrio entre cuidado e bem-estar. “Eu me cuido para me sentir bem, não para parecer outra pessoa”, já disse ao falar sobre sua relação com a aparência. Já Juliana Paes, aos 45, traz uma perspectiva mais próxima das pressões contemporâneas. “A gente sente essa cobrança, mas precisa encontrar um equilíbrio para não se perder nisso”, afirmou. As duas reforçam uma leitura mais atual, em que envelhecer deixa de ser uma reação e passa a ser uma decisão.
Para o médico Roberto Chacur (CRM-SP 124125), conhecido como “mago da celulite” e referência no protocolo GoldIncision, essa mudança já é percebida também entre mulheres mais jovens. Segundo ele, cresce a busca por resultados naturais e por estratégias que priorizam a preservação ao longo do tempo. “Hoje, até mulheres mais jovens não querem mudar o rosto, querem preservar. Existe uma preocupação muito maior em manter a qualidade da pele e envelhecer bem, com naturalidade”, afirma. Nesse cenário, ele destaca o papel dos bioestimuladores de colágeno dentro dessa nova lógica de cuidado. “Os bioestimuladores estimulam o próprio corpo de forma progressiva, sem mudanças bruscas. É um tratamento que acompanha o tempo, não que tenta corrigi-lo de uma vez”, explica. “É uma construção ao longo dos anos, não uma mudança imediata. E isso está totalmente alinhado com essa nova mentalidade de cuidado contínuo”, conclui.